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2 people found this review helpful
16.4 hrs on record
Um caso clássico de um jogo com ótimo potencial de roteiro que virou uma bagunça. Nem vou me estender muito neste review, pois minhas críticas são as mesmas que muitos outros já fizeram.

Fahrenheit: Indigo Prophecy é o remaster do jogo conhecido como Fahrenheit ou Indigo Prophey dependendo da localização. Jogo original da Quantic Dream (sim, a própria.) e remasterizado pela Aspyr. Um jogo de aventura, investigativo com tema adulto em terceira pessoa multi-personagem.

Apesar disso, o personagem principal é Lucas Kane. Seu engenheiro de TI de um banco de todos os dias em NY... que vê sua vida mudar após "cometer" um assassinato de um desconhecido no banheiro de um restaurante qualquer. A palavra 'cometer' está entre aspas anteriormente, pois não é exatamente Lucas que é o responsável pelo crime, apesar de praticá-lo. Em suma, ele foi possuído por uma força desconhecida que o forçou a cometer tal hediondo ato... e agora Lucas precisa descobrir o que exatamente aconteceu para provar sua inocência.
Parece uma boa história, não? É, parecia quando eu comecei a jogar também.

Tentarei não dar spoilers (nem sei pra quê o esforço...), mas o ponto é que a história se perde completamente do meio pra frente. O que poderia ser uma história interessante e que te instiga a continuar jogando... se torna uma vitamina (smoothie, para os ♥♥♥♥♥♥♥.) de reviravoltas sem sentido, referências que mais são cópias descaradas de outras medias uma A-V-A-L-A-N-C-H-E everéstica de Quick-time events (já vamos falar deles). O jogo constrói uma história cativante e crível, para depois jogá-la na lixeira e jogar Kane pela janela/parede/chão do apartamento (essa é pra quem jogou). O nome aqui é: Suspensão da descrença; os desenvolvedores aparentemente não sabiam muito bem como isso funcionava à época em que produziram ou lançaram o jogo.
Eu acredito que a Quantic melhorou nisso com o tempo, afinal, este foi o segundo jogo deles, aliás, eu ESPERO que tenham melhorado nisso, já que pretendo jogar Heavy Rain, Beyond: two souls e Detroid: Become Human um dia e não quero baixar porcaria de EPIC Games Store à toa.

Como se já não fosse o bastante... a mecânica do jogo não ajuda. Você interage com o mundo com ações em objetos, achando coisas, conversando e selecionando opções de conversas que são mais ou menos úteis conforme a situação e através de QTEs...para aqueles menos letrados, são aqueles eventos de "aperte tal botão ou botões para realizar tal ação", como Leon desviando de pedras rolantes em Resident Evil 4 (um jogo bom com QTEs), no entanto, como mencionei antes... este jogo é cheio delas, é infestado delas, é completamente preenchido delas e não tome minhas palavras como sendo hipérboles. Além de tornarem o jogo absolutamente desinteressante, pois são uma maneira porca de interação quando mal usadas, as QTEs deste jogo são insanas. Há sequências de até 3 MINUTOS OU MAIS de QTEs seguidos, que se você errar, você volta do começo da sequência! É absurdo.
E o que você esperaria de um remaster? Que com certeza eles fossem mexer nisso e diminuir a quantidade ou o nível de dificuldade destes eventos. BERRRP :wrongway: pensou errado. A tal da Aspyr não fez absolutamente nada para mudar isso, aliás, nem sei o que diabos foi feito de trabalho de remaster nesse jogo além de uma suavização tosca de texturas.

Enfim, não vou nem comentar o restante dos atributos. Faltou sim falar dos outros personagens jogáveis, da música e efeitos (que são bem repetidos) do mocap tosco e dos extras lamentáveis. Mas acho que minha crítica ao roteiro e gameplay já são o suficiente para demonstrar o quanto esse jogo decepciona, ainda mais por ser um remaster.
Posted 29 June, 2019. Last edited 29 June, 2019.
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6 people found this review helpful
24.2 hrs on record (24.0 hrs at review time)
Scribblenauts é conhecido para quem manja dos portáteis e é um jogo que se dá magnificamente bem com tal plataforma. No PC, apresenta aparência, características e humor (até por vezes negro lol) similar ao seus jogos portáteis.

Eu gosto muito da proposta do jogo e a primeira vez que joguei, no DS um jogo genial. Fiquei impressionado com a quantidade de possibilidades que o jogo oferecia. Numa tarde inteira não consegui avançar um nível sequer porque fiquei procurando e inserindo as mais diversas tosquices afim de ver se o jogo reconhecia... e reconhecia! Nunca vou me esquecer do sentimento e de ver até o quão longe os desenvolvedores foram para inserirem diversas possibilidades, piadas e maluquices.

O Scribblenauts Unlimited é sim um bom jogo, no entanto... essa característica de variedade, oportunidades, de um conteúdo tão variado com um banco de dados gigante não está presente neste jogo. O que é até contraditório, visto o nome do jogo :v e ainda mais contraditório se observarmos que é um jogo de computador, então, em tese, deveria ter espaço e programação de sobra pra inserir um banco de dados ainda maior do que o de um jogo de portátil. Frustrantemente, não ocorre. O jogo consegue ser sim o que 'Scribblenauts' é, ainda que de forma limitada. Um ponto forte é o humor, seja ele caricato ou mesmo o humor negro que havia mencionado. Os easter eggs também são interessantes.

O jogo é um pouco maçante da metade pra frente, demorando muito de acabar e tendo incontáveis níveis. Outro ponto que não gostei foi a inserção de palavras, que parece ser muito pior do que a dos jogos de portátil... muitas vezes falhando em entender ou buscar palavras óbvias.

Recomendo sim pela boa vontade e força dos desenvolvedores de tentarem lançar o jogo para uma plataforma diferente da original e por manterem a pegada, mesmo que só em alguns aspectos dos jogos anteriores.
Posted 27 November, 2017.
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7 people found this review helpful
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119.9 hrs on record (113.3 hrs at review time)
Aviso de antemão que talvez este review seja longo e romantizado demais usAHUASHAUS. Avisados, vamos então.


Dishonored é um jogo de ação, aventura e stealth. Desenvolvido pela pequena Arkane Studios e publicado pela, muito dividida entre amor e ódio, Bethesda. Eu diria que o jogo tem uns aspectos rudimentares de RPG também.
Lançado em 2012 e um pouco esquecido nos anos seguintes (muito para minha estranheza depois de jogá-lo)... Dishonored foi muito bem avaliado pelo público e críticos. Porém eu mesmo nunca tive vontade de ir jogar até 2017, sabe-se lá porquê.

Hoje eu posso dizer que me arrependo de não jogar antes. Dishonored é um jogo magnífico! Sua história é intrincada, mas não ao ponto de ser confusa demais. Só o suficiente para dar aquele ar de 'o que vai acontecer depois' que nos faz querer jogar por mais e mais horas, como foi comigo mesmo.
A história sai um pouco do óbvio (calma, não vou spoilar nada.). Você é uma pessoa relevante no contexto do jogo e que é pega de bode expiatório em um esquema de golpe de estado. Deste ponto você precisa fazer o possível para provar sua inocência, para se redimir e não ser mais Desonrado. Como você fará isso, com violência ou inteligência ou pacificidade, é por sua conta.

A última linha do parágrafo anterior denota um dos aspectos que adorei no jogo: opções. Ter opções de fazer as coisas de tal maneira; como melhor alinhar com seu tipo de jogo no momento. Isso é muito gratificante, digo, em ver que um desenvover se preocupa em cobrir mais do que as possibilidades padrões e correr a história à maneira como o jogador a joga. Isto é atenção.

Ainda sobre a história, Dishonored faz-nos mergulhar profundamente em seu mundo não somente pelo tom do enredo principal ou o que é prioridade no jogo... e sim pela atenção aos detalhes de suporte. Sejam personagens auxiliares, localizações, histórias paralelas, superstições ou o principal: documentos, livros e notas. MUITOS deles.
Este é o mais interessante para mim. O conteúdo adicional não apenas injeta a histórias, ele vai além! Ele consegue setar o ambiente do mundo do jogo, consegue imprimir a cultura das pessoas do Empire of the Isles. Se dermos a atenção devida a cada pedaço de informação do jogo conseguimos ter uma noção bem definida da mentalidade, do zeitgeist das pessoas no jogo. O que fazem na vida, como gostam de se divertir, trabalhos, religião, contos, feriados, relacionamentos, praticamente tudo em detalhes é relatado de uma forma ou de outra! E esse é o ponto que me ganhou em Dishonored, pois eu AMO uma trama e universos bem construidos e detalhados e o jogo faz isso muito bem. Tanto que horas e horas do jogo foram """perdidas""" lendo documentos dentro do jogo. É simplesmente encantador o nível de preocupação com a imersão em tal universo, e mais ainda, em fazê-lo puramente para o jogador entender mais a mentalidade daquele lugar, os aspectos e cultura... não somente para 'andar com a história'.

Saindo um pouco da história... a jogabilidade não deixa a desejar também. Sendo essencialmente um jogo de aventura, ação e stealth, Dishonored entrega os três elementos bem. Você tem um rol de aproximações para uma determinada situação, caminhos, lugares para se ver e você pode entrar neles com força, com violência ou você pode usar a engenhosidade ligada a exploração para evitar confrontos, ou mesmo, confrontar só o essencial. OU ainda... matar todo mundo sem nunca ser visto por alguém. Acho que no que falei aqui já dá pra ver que o jogo encompassa todos os três elementos de maneira muito natural.

Os gráficos são uma beleza única singela, capturando MUITO bem o sentimento de século XIX e inserindo os elementos de steampunk de forma maestral. A própria máscara do personagem principal é um toque simplesmente sensacional, que me dá calafrios toda vez que ele a retira ou a põe!
Apesar da beleza artística do jogo, que é incrível de todas as formas a ponto de certos elementos serem dignos de serem emoldurados, o jogo tem alguns pontos gráficos bem ruins. Certas textura são toscas e de baixa qualidade. Tudo bem que o jogo é de 2012, mas mesmo para época alguns poderiam ter sido melhor revisadas. Nada muito problemático, porém é um ponto a se notar.

A trilha sonora é presente bem timidamente. Ela não é ruim e é bem aproveitada, mas um pouco repetitiva em certos momentos e facilmente deixada de lado. Efeitos sonoros são bons e encaixam bem, mas para mim o mais memorável com relação aos sons do jogo seja a dublagem, que é simplemente muito bem feita. Contando até mesmo com nomes conhecidos do cinema.

Inteligência artifical é um pouco maluca. Em momentos os guardas do jogo são cegos e em outros eles te veem e escutam muito longe. Também não é nada muito preocupante, só um detalhe que deveria ser melhor trabalhado em minha opinião.


Acho que já posso parar por aqui. Em suma, Dishonored é um jogo MUITO bom e muito bem trabalhado. Atento aos detalhes, com um história riquísima e que vale muito a pena se mergulhar nela e em seus nuances.


PS.: Uma dica que dou é: compre os DLCs! Tirando o Dunwall city trials... Knife of Dunwall e The Brigmore Witches são praticamente NECESSÁRIOS para se entender a história em sua totalidade, e caso queira jogar o Dishonored 2, eles são obrigatórios, pois sem jogá-los é provável que não entenda certos aspectos do jogo seguinte.
Posted 13 September, 2017. Last edited 27 November, 2017.
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23 people found this review helpful
1 person found this review funny
134.0 hrs on record (62.4 hrs at review time)
Me impressiona eu ainda não haver feito um review sobre esse jogo... haja vista a quantidade de vezes que o zerei e desde quando o zerei. Vou aproveitar a deixa do Steam e fazer isto agora. hehehe

Resident Evil 4 é um jogo que dispensa apresentações. Lançado há mais de 11 anos atrás para o GameCube, adaptado para OITO plataformas (até para o Zeebo! lol) é um jogo que envelheceu muito, mais muito bem. Motivo de ainda ser lembrado até hoje, ainda ser muito jogado e ainda ser muito trabalhado! Existe ainda, atualmente, uma completa remasterização pesada de texturas do jogo para texturas hi-res em andamento por parte de dois modders independentes. E a que parece, será muito melhor do que o trabalho realizado pela Capcom. O site deles é re4hd.com.

No entanto, não só por estas características este jogo continua vivo e sim pela sua própria 'competência'. Não seria diferente de um jogo que permanece vivo depois de tantos anos de lançamento.

Sendo um jogo de Ação/Aventura com elementos de survival horror, RE4 marca uma transição icônica na franquia. Para o desgosto de uns e o interesse de outros. Não falo apenas da mudança de gênero, porém também de mudanças de gameplay, como finalmente se livrar da atormetadora visão fixa que era muito odiada por alguns (eu incluso)... dando brecha para uma nova perspectiva até então pouco (ou nada) explorada. O que eu carinhosamente chamo de "visão em segunda pessoa", que é a 'visão em terceira pessoa sob o ombro/over the shoulder third-person view'. RE4 marcou uma popularização deste tipo de visão. Sendo muito aclamado pela melhoria no sistema de mira graças a esta mudança de visão.
Outro fator que desagradou fãs mais ávidos foi a mudança de zumbis por um novo tipo de inimigo; mais forte, mais inteligente, mais rápido: os Ganados. Muito viram esta mudança como descaracterização. Eu pessoalmente apenas vi como uma variação inteligente, uma mudança boa da velha fórmula de jogos de zumbi. Apesar da resistência, parece sim que os Ganados agradaram. (Além de serem muito engraçadas suas falas USAHASUHASUASH "Te voy hacer picadillo!")

Aliada a certas mudanças, Resident Evil 4 também caprichou no carisma do personagens, até mesmo de seus vilões! Apesar de ter uma história deveras clichê, creio que esta foi bastante relevada devido a seus personagens. Leon, o próprio, além de ser o Rambo versão Colírio da Capricho, é também muito engraçado ao longo do jogo. Soltando piadinhas em momentos inoportunos e falhando miseravelmente em cantar alguma mulher. Salazar apesar de ser muito chato é um dos antagonistas que adoro, pois é autêntico e engraçado, fazendo joguinhos, ficando puto quando as coisas saem do controle dele e por principalmente reconhecer um oponente quando deve (e isso tudo tendo 20 anos de idade!).
Os personagens menores também são muito carismáticos e cada aparição deles é única.

Somado a isto está a dublagem que também contou com bons talentos. Quem é que não lembra do Merchant?! Até quem não jogou conhece.

Os gráficos não deixavam a desejar para a época. Apesar de a versão mais jogada do PlayStation 2 receber um downgrade horrendo... Os gráficos no GameCube e até mesmo no Wii eram muito bons. Utilizando efeitos de luzes e partículas muito bem em certas horas.

O gameplay, apesar de diferente para época, flui muito bem. Sendo uma característica marcante somada a nova visão na época. Parar em terceira pessoa e mirar foi um trabalho de adaptação para certos jogadores que estavam acostumados com jogos de terceira pessoa onde se podia atirar em movimento.

A Inteligência Artificial do jogo não é grandes coisas. O que é compensando magnificamente pela forma como o jogo trabalha a dificuldade. Muita gente não sabe, mas Resident Evil 4 tem um sistema de curva de dificuldade que se adapta ao jogador. Algo que em NENHUM MOMENTO SEQUER é ou foi mencionando no game. Uma estratégia bem interessante para o tempo em que foi lançado.

Músicas e efeitos sonoros são bem presentes no jogo, todavia com intensidade moderada. Os sons de ambiente ajudam a setar o clima para algumas cenas, não todas. Os efeitos tem grande papel... diria mais até que a música e alguns são bem aterrorizantes, vide respiração do RegeneraDOR. (É ASSIM QUE SE ESCREVE O NOME DO MONSTRO e não "Regenerator"; o jogo é na porra da Espanha, seus anglofilos desgraçados.)

Junto a campanha principal também temos os modos extras como Separate Ways onde jogamos com a bela Ada. Aquele outro modo mais tosco e arcade com a Ada que esqueci o nome (lol), e é claro, o Mercenaries. Cuja função é emputecer todo mundo que tenta pegar 5 estrelas nele. Este último é um modo muito difícil e interessante, pois permite-nos jogar com Leon, Ada, Krauses, Wesker e até mesmo o misterioso e fodelaço, Hunk. Contribuindo ainda mais para a 'replayability' do jogo.


Concluindo, pois eu acho que já está bem grande esse review... Resident Evil 4 é um jogo historicamente marcante apesar de seus defeitos e desagrados. Que mesmo tendo sua fidelidade à série discutida... é inegavelmente um excelente jogo e veio a contribuir de forma visceral para a indústria dos shooters. Não é à toa que eu mesmo já o zerei mais de 15 vezes. E está entre uns dos meus 10 melhores jogos da história.



PS.: Leooon!!! Help!!!!!
Posted 24 November, 2016.
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72 people found this review helpful
16 people found this review funny
3
5
61.4 hrs on record (47.2 hrs at review time)
Não julgue o review logo de cara. Este jogo não é lixo puro... entenda. Tentarei ser breve e direto.


Sniper Elite 3 é o terceiro (não diga?) jogo da seleta série Sniper Elite e de longe o melhor da série até agora, sem dúvidas. O jogo evoluiu de forma gigantesca em comparação com o primeiro, até por razões temporais e até muito avançada mesmo se comparado com o segundo jogo que só tem dois anos de diferença.

A história está muito mais elaborada do que o anterior, porém ainda permanece como um conceito. Ainda assim é bom notar que os desenvolvedores deram a devida atenção em refinar o enredo ou ao menos tentar passar um pano de fundo melhor para o 'bang bang' sem fim.

Os gráficos são indiscutivelmente melhores. Não tem nem o que falar. Muito bonitos e límpidos; as missões onde há luz natural se vê todo o potencial gráfico do jogo.

A jogabilidade também melhorou. O personagem ainda é meio durão e travado, mas ao menos agora há mais opções de movimento e mais o que fazer quando não atirando com o fuzil de precisão. As armadilhas são um toque todo especial deste jogo. Também gostei do novo sistema de detecção e realocamento. Muito mais fiel a como um sniper de verdade realmente se movimentaria numa situação de combate.

A IA é bem similar ao jogo anterior. Não sei se notei alguma diferença gigante, mas no geral posso dizer que está ok.

Extras. Temos o multiplayer que parece bem populoso, apesar de só ter enfrentado viciados lol. E é bem interessante todos os modos de jogo que se tem. Me diverti bastante enquanto os joguei. Tempo de jogo é relativamente bom, o tanto de missões que se tem é ideal ao meu ver. A variedade de armas também, principalmente as explosivas.


Agora vamos ao motivos de eu não recomendar este jogo.
Sniper Elite é um jogo que consagrou-se pelo seu diferencial: X-ray killcam. E na minha minha humilde opinião, este é o ponto principal em que o jogo revolve. Todo mundo que conhece a série e deseja jogar o faz principalmente por este diferencial interessantíssimo que é o X-ray killcam... e infelizmente, pra mim, este ponto não teve a devida atenção. O que é triste, pois é o cerne do jogo inteiro.
E por que penso isso? Vejamos... do primeiro jogo para o segundo houve uma evolução enorme deste quesito, o que faz todo sentido. Já do segundo para este agora a evolução foi muito menos drástica e muitas aspectos ainda continuaram irreais e, pasmem, outros até REGREDIRAM! Ok, os desenvolvedores adicionaram "sistema circulatório" e músculo na nova câmera, porém um dos pontos principais de reclamações sobre a câmera do jogo anterior continua: os "presets" de onde o projétil pode atingir/destruir. Por mais que existam muitos no hitscan(?) de cada inimigo eles ainda assim são limitados, trazendo muita vezes uma sensação artificial ao jogo. Por exemplo, acertar num determinado ponto e por não haver um 'preset de impacto' só para aquela região, acaba por mostrar como atingindo e abrangendo uma região do corpo que não necessariamente condiz por onde o projétil passou. Eu entendo que muitos podem achar isso uma exigência muito irreal, mas eu acho que seria possível sim criar um sistema dinâmico de impacto, ou ao menos, um sistema que possuísse presets mais elaborados ou em mais detalhes.
Um outro aspecto irreal que me irritou. Você atingir uma veia/artéria e simplesmente aparecer um "splash" de sangue (provavelmente um efeito de partículas); soa desleixado. Se é para condizer com a introdução do sistema circulatório à nova câmera, então que se trabalhe e refine os efeitos deste ao impacto ou ao ser atingido por um projétil.
Outros aspecto que poderia ser refinado é o da real trajetória quando atinge um corpo. Realmente em alguns momentos dependendo da munição, velocidade, distância e de onde o projétil atinge, ele atravessa o corpo. Porém isto não acontece SEMPRE.. Por muitas vezes o projétil atinge algo dentro do corpo e muda de trajetória dentro do próprio corpo, fazendo um estrago imprevisível. Certos pontos como este poderiam ser levados em conta quanto a trajetória do projétil ao trespassar um inimigo.
Sobre um exemplo de aspecto que regrediu posso falar dos dedos. No V2 havia como decepar dedos com o devido tiro. No 3 simplesmente não! O mesmo com relação a representação do ragdoll. Você dá um tiro entre os olhos do inimigo que destrói todo o rosto dele na x-ray e quando vai ver o ragdoll tá lá o rosto do inimigo perfeitinho com um pouco de ketchup no local do tiro. WTF? No V2 ao menos enchiam de sangue o local para disfarçar...

Enfim, já deu para ter a ideia do porquê não recomendo este jogo por este aspecto, que deveria ser o mais atendado pelo desenvolvedor e que IMO, não o foi.

O preço e alguns bugs também contribuem para os pontos negativos.


tl;dr

Prós:
-Enredo melhorou
-Gráficos bem melhores
-Jogabilidade mais ampla
-Multiplayer interessante e divertido
-Coletáveis (nem todos gostam)

Contras:
[Principal] O aspecto-mor do jogo, a X-ray cam, não teve a devida atenção e evolução se comparada ao jogo anterior e ao custo do jogo.
-Custo alto
-Bugs raros, porém chatos. e.g. dois inimigos "nascerem" dentro de si, o alerta não desligar, etc.
Posted 17 May, 2016. Last edited 17 May, 2016.
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14.6 hrs on record (14.5 hrs at review time)
Antichamber é um jogo muito bem produzido. Tanto do ponto de vista de gameplay, como do ponto de vista filosófico. Eu explico.

A princípio pode lhe parecer apenas um jogo qualquer do tipo puzzle como milhares de outros (talvez um pouco de puzzle com LSD, mas isso é outra história heheheh). No entanto... esta belíssima peça interativa consegue ser mais do que um simples jogo de raciocínio lógico e pensamento lateral exuberante. Ao longo do jogo, conseguinte os desafios, câmaras que você completa (ou acha que completa ahahaha) o jogo lhe introduz sinais, lições, eu poderia dizer, reflexões que de uma maneira abrangente se aplicariam não somente para o desafio que completara, mas que podem ser tidos para a vida toda. Desta forma mostrando como a vida poderia ser tão mais simples se observássemos melhor as lacunas ou se obtivéssemos as ferramentas certas ou somente levando-nos a refletir que a própria vida seria muito chata se não houvessem estes mesmos desafios que nos motivam a transpô-los e que nem sempre fazemos coisas embasado em lógica ou com um propósito.

O jogo é lindo graficamente se adequando muito bem a sua proposta. A ambientação também é magnifíca. Não há trilha sonora, pois não se faz necessária por conta da ambientação. Os controles são muito fáceis de se compreender e igualmente a jogabilidade que só é desafiadora tanto quanto o próprio desafio.

Se você é alguém que goste do gênero puzzle, não se irrita com facilidade jogando, é perseverante e gosta quando um jogo "fala" diretamente com você, então Antichamber irá lhe agradar muito bem!
Posted 13 June, 2014. Last edited 25 February, 2015.
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22.6 hrs on record (21.2 hrs at review time)
Inesperado. Esta é a palavra que eu usaria se fosse definir (pobremente, pois uma só palavra não dá para definir) minha experiência com Portal 2.

De início fui relutante em jogá-lo devido ao hype e popularidade desproporcional que o jogo tomou. Não que estas coisas por si só sejam ruins, porém a forma como as pessoas se manifestavam sobre o jogo era demasiado chato e eu realmente não compreendi o porquê tomou estas proporções... No primeiro jogo pouquíssimas pessoas sequer tinham ouvido falar do tal. Muito me leva a crer que grande parte dos que ficaram de "aiiin portauu d2is" nunca nem jogaram o primeiro.
Apesar de esta ser uma resistência minha por parte da... vertente(?) que o jogo tomou, ele realmente me impressionou positivamente.

Como já esperado do primeiro, Portal é recheado de tiradas inteligentes e humor que faz uma 'punção' na mente do jogador, tanto pelo sarcasmo ou pela improvável graça que personagens "mecânicos" conseguem passar a um personagem mudo.

Em termos de jogabilidade permanece muito como o anterior (dificilmente há como mudar isso em Portal). Todavia o jogo está bem mais amplo, versátil, envolvente e divertido. Com diversas características novas e velhas repensadas.

Os gráficos estão mais bonitos e a iluminação caprichadíssima. Os ambientes refletem bem a história do jogo, porém acheio o jogo um pouco pesado para uma engine ultrapassada como a Source.

Os personagens, os poucos, foram um ás da Valve. Todos são muito cativantes, até mesmo os antagonistas. E também... mesmo os personagens menores conseguem capturar nossa atenção e nos dar um bom divertimento.

O aúdio do jogo me parece mais presente do que em sua versão anterior. A ambientação é bem padrão, nada a evidenciar a não ser pelos pequenos efeitos sonoros de alguns objetos ou ações dentro do jogo e é claro, a voz da Ellen McLain que é linda. ahahhaha

Numa conclusão... eu diria que Portal 2 é um jogo que você pode se surpreender com ou sem expectativas e mesmo se você estiver jogando apenas por diversão, também vale muito a pena. Agora se você estiver jogando pelo dois citados agora a pouco e pela história, entào tenho que dizer que você DEVE comprar este grande jogo.
Posted 11 December, 2013.
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21.1 hrs on record (19.2 hrs at review time)
Um MOD que com os anos veio se aprimorando muito em só torná-lo melhor.
Posso dizer com toda a certeza que superou minhas expectativas.

Uma ótima pedida se você gosta de um jogo tático-sobrevivência que não seja tão fácil ou que não tenha hordas e mais hordas de zumbis NPCs previsíveis.
Diversão na certa.

(perdoem-me se pareci com o narrador da Sessão da tarde.)
Posted 25 March, 2013.
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Showing 1-8 of 8 entries